sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ausência

Infelizmente terei que me ausentar do blog por algum tempo, meu acesso à internet está um pouco restrito e por isto vai ficar mais difícil eu postar algo.
Espero que esta ausência seja breve...
Sempre que puder, eu darei um pulinho aqui


Até mais...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Hoje

Hoje vou lembrar de todas as coisas boas que aconteceram na minha vida.
Depois que me deliciar com as lembranças, vou ler um bom livro e algumas poesias.
Após estar com a alma purificada de versos e minha pele transpirar gotas de Neruda e Vinícius, poderei então captar todo amor em sua essência.
Eu mergulhado no mais puro amor, posso fazer coisas inesquecíveis e belas.
Terei histórias para contar e felicidade para encher meu coração o suficiente para impulsionar meu corpo para o infinito.
Lá da pontinha do infinito, vou gritar o mais alto que eu conseguir e com este grito deixarei o que sobrar de mágoa e tristeza para ficar tão leve quanto uma pluma, e poder voltar para a terra sorrindo e cantando.
Assim será meu dia, para que amanhã... bom, amanhã eu decido o que farei, preciso aproveitar o hoje!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Quando Eu Morrer

Quem me conhece mais afundo, sabe o quanto este poema abaixo é significativo pra mim.
Deparei-me com este poema em duas fazes da minha vida.
A primeira eu estava por volta da quarta série e vi este poema escrito na lousa, gostei tanto que até copiei no meu caderno (e olha que meu caderno sempre esteve em branco, já que desde esta época eu não copiava lição).
A segunda, foi no teatro Olido, quando fui assistir uma peça e enquanto estava aguardando a abertura do teatro vi que nas paredes constavam aquelas palavras que muitos anos antes me chamaram a atenção. Fiquei absolutamente emocionado no auge de minha nostalgia!
E isto me valeu a ida ao teatro (porque a peça em si foi uma porcaria).
Talvez esta nostalgia tenha contribuido para aproveitar a noite depois da peça. Caminhando pelo centro da cidade como se fosse uma criança, tentei tocar o sino do Pátio do Colégio (impedido por uma amiga e o receio de tomar uma bronca de um policial que vinha chegando). Cantamos "Trem das Onze" com mendigos que estava no Viaduto do Chá e ainda tentei colocar esta minha amiga no Marco Zero da Sé.
Agora, sempre que me deparo com este poema, meu coração se enche de alegria destes dois momentos tão distintos...


QUANDO EU MORRER
Mario de Andrade

Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Quem é você??

Você realmente sabe responder esta pergunta?
.
.
.
.
.
.
Ou apenas reproduz um discurso que acha que será aceito por você e as pessoas que estão a sua volta?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Tempo


Tempo

Como o tempo consegue ser tão injusto e cruel?
Sempre passa correndo quando estamos apaixonados,
Caminha lentamente sempre que estamos chateados
E controla nossas vidas, como se fosse um quartel.

Temperamento mais rígido que o seu não há igual!
Depois que passa, não adianta pedir que volte atrás,
O tempo é assim mesmo, nunca muda modifica o que faz,
Mas também há quem diga que não faz isto por mal.

Tempo que unido às lembranças é capaz de milagres,
Juntos transformam um minuto passageiro em eterno
E com tais lembranças, consegue nos tornar alegres.

É muito sábio este tempo cruel, que nunca abre mão
De seguir sempre em frente, sem perder sua direção,
Mas tentar matar o tempo, não sei se é certo ou não.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Eu Não Vou Dizer Nada (Além Do Que Estou Dizendo)

Acho que esta música abaixo reflete exatamente o que eu quero hoje.
Sempre adimirei a capacidade do artista em fazer arte onde não existe nada, neste caso, fazer música e poesia, sobre o nada de uma forma tão completa.
Quem me conhece, sabe que sou o paradoxo em pessoa, e adoro coisas que também expressam isto, como exemplo, esta música, que mostra que o nada e cheio de muita coisa.
O mesmo podemos dizer de nós mesmos. Por vezes estamos tão bem acompanhados sozinhos, e por outras estamos tão só acompanhados...
Por isto hoje, farei como os Titãs e não vou dizer nada!
E não dizer nada, pode dizer muita coisa para ouvidos (ou olhos no caso do blog), mais atentos, loucos e poéticos.
E só assim, quando todos aprenderem ouvir o silêncio, enxergar a cegueira e tocar o infinito, serei completamente compreendido.


Eu Não Vou Dizer Nada (Além Do Que Estou Dizendo)
Titãs

Eu não vou falar de amor
E nem vou falar do tempo
Eu não vou dizer nada
Além do que estou dizendo
Eu não vou dizer
O que realmente penso
Até mesmo porque
Não tenho nada a dizer
Eu não vou dizer
O que realmente sinto
Até mesmo porque
Não é o que eu quero fazer
Eu não vou falar de culpa
E nem de arrependimento
Mas só do que eu digo agora
E aqui neste momento
Eu não vou falar
De novo o que eu falei
Eu não vou falar
De mim nem de ninguém
Eu não vou falar
De coisas que eu não sei
E nem vou falar
Do que eu conheço bem
Eu não vou contar uma história
E nem vou dar explicação
Eu não vou falar de flores
E nem da televisão
Eu não vou falar de nada
Eu não vou falar de nada
E isso é só o que basta
Pra fazer esta canção

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Um Sonho

Algum tempo atrás, vi uma frase do Carlos Trevisan, que dizia assim "Sonho é como um filho seu, ou você cria, ou é mais um no mundo".
Hoje eu posso dizer que tenho um filho (que não será mais um no mundo) e diversos sonhos.
Estes sonhos, também não serão mais um no mundo (e não são).
Minha vida é formada de sonhos que se realizam a cada dia. Como exemplo eu posso citar meu filho, a graduação em Psicologia (já que não é fácil bancar uma graduação sozinho), meus sonetos, minha banda e etc.
Fico pensando o quanto esta frase fez muito sentido pra mim, e o quanto é significativa em minha vida.
As vezes, eu vejo que muitas pessoas realizam seus sonhos, mas deixam passar em branco e não aproveitam este momento sublime. Muitos, correm tanto atrás de um sonho impossível, e não percebem as coisas reais que os cercam... Claro que meus "amigos" Psicanalistas podem explicar isto muito bem, e eu até entendo estas questões, mas não deixa de ser triste.
E eu, diversas vezes já fui pego de surpresa, reclamando de algo que não aconteceu em minha vida, mas nestes deslizes que acontecem comigo (quando desço da navalha e vou para o lado dos normais), são muito passageiros, e logo consigo compreender o tamanho de minhas conquistas, e olhar lá do alto e ver o quanto e cresci, e posso olhar para estas pessoas tristes e dizer o quanto é bonito lá em cima.
Uma pena que muitas destas pessoas estão tão longe, que não conseguem me ouvir...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Enfim...


Após nove meses de espera, eis que este carinha aí em cima veio ao mundo às 08h09' do dia 17 de novembro de 2007, com seus 50 centímetros e 3,5 kg.

Agora noites sem dormir e fraldas têm seus lugares garantidos em meu vocabulário. Mas sei que tudo isto é muito recompensado, e faz com que estas dificuldades virem flores.

Gostaria de aproveitar também e agradecer aos votos de saúde e felicidades para meu filho e minha familia.

E como de esperado também, não tive a melhor noite de sono da minha vida, e com isto, não estou muito afim de escrever.
Abraços


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Amanhã

Após trinta e nove semanas de aconchego e proteção dentro do útero, amanhã o Diogo deixará seu cantinho quente e protegido e virá para este mundo frio, barulhento e aparentemente perigoso e assustador. Eu como pai, terei a função de ajudá-lo a desvendar este perigoso mundo e oferecer proteção deste universo vil.
Filho tem uma posição complicada na vida. É nele que é depositado todos os sonhos e expectativas dos pais (isto sem contar avós, tios, etc.) e ainda assim, tem que manter sua individualidade para alcançar sua plena maturidade. Não mais confortável é a posição do pai, que também já foi filho e possui uma visão de como ser um pai mais adequado (ou pelo menos imagina que tem).
Desejo o que for de melhor para meu filho (claro), mas também desejo que ele sempre seja (pra ele mesmo) o que é pra mim, ou seja, ÚNICO, não apenas no sentido de ser meu único filho (até porque pretendo ter mais um pelo menos), mas no sentido de sua individualidade, que ele não se perca na multidão, que ele possua um destaque, uma luz interna que o diferencie de outras pessoas. Espero também certa rebeldia dele (e que ele leia esta frase apenas quando tiver uns trinta anos para não interpretar mal o que quero dizer...rs). Esta rebeldia deve ser louca e sadia, uma rebeldia apenas para garantir que mesmo quando eu estiver com a mais pura das intenções, porém, interferindo em escolhas que só cabe a ele, esta rebeldia sirva de sustentação e força para ele garantir o seu verdadeiro eu.
Sei que o desenvolvimento dele dependerá do modo que eu agir com ele, e sei também que ele terá a interferência de diversas outras pessoas (interferências positivas e negativas), e que será fundamental para ele conhecer todas elas, e por conta disto, também terei que trabalhar algumas frustrações, por que por mais perfeito que ele seja, esta perfeição pode ser e será diferente da minha perfeição idealizada.
Poderia ficar escrevendo por dias, meses ou até anos, e ainda assim não poderia descrever tudo o que sinto e todas as expectativas, porém, seria em vão... mas é bom termos um momento para um desabafo, escrever a essência do que estamos sentindo. Por isto, hoje não revisarei o que escrevi, deixarei que tudo seja uma associação livre, e por conta disto, peço que me desculpem se o texto perder o sentido em algum momento.
Ficarei afastado do blog na próxima semana, pois ficarei sem acesso à internet por alguns dias, mas na semana que vem, publico uma foto do Diogo, e com certeza terei alguma história para contar. E quem sabe até com mais inspiração...

Até mais,

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Falta de Tempo ou Criatividade?


Faz tempo que esta lâmpada da criatividade não ilumina meus pensamentos. Uma dúvida instalou-se em meu ser: estou eu ficando sem criatividade, ou este tempo que me falta para escrever não deixa eu pensar em coisas novas? Eu imagino que a segunda hipótese é mais válida, pois se começo a escrever, logo preocupo-me com outras atividades que deixei de fazer. Uma prova desta teoria é este texto que esta lendo agora, pois eu apenas iria ilustrar o motivo de eu postar mais um soneto meu.
Abaixo está meu primeiro soneto (por isto talvez não seja o melhor, mas é bastante significativo para mim).
Sempre quis muito escrever algo, mas como eu sou um cara muito chato, não poderia escrever qualquer coisa. Pensando o que eu poderia escrever, resolvi então escrever sonetos, afinal, assim eu teria o desafio de acertar as rimas, e expor toda minha idéia em apenas quatorze versos (muitas vezes sou muito prolixo para escrever), e o resultado deste meu desafio vocês podem conferir abaixo.



Soneto de mim mesmo

Sou arte, sou loucura e sou razão.
Saboreio a vida feliz e deliciosamente!
E nos deslizes da verdade, sinto a emoção
Que refresca e purifica como água corrente.


Sou apenas um passageiro muito curioso
Que nesta estrada confusa e distorcida,
Enxerga sempre o caminho mais harmonioso
Que leva sempre ao mesmo lugar... à vida.


Minhas palavras, estas sim tentam em vão
Explicar com clareza o que vem do coração,
Por isto desisti de transformar tudo em razão.

Sou como a complexa simplicidade dos sonetos
Que aplicam em dois quartetos e dois tercetos
Maravilhas puras que não se explicam: os sentimentos.
.
.
.
P.S. Amanhã pretendo postar algo diferente, nem eu aguento mais postar estes sonetos...rs

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mais um soneto...



Soneto da Loucura

Se minha loucura fosse toda razão,
Eu seria algum sábio intelectual?
Enxergaria a vida sem este vitral,
Que confunde a realidade com ilusão?

Esta sã loucura que domina meu ser
Transforma-me num sábio das avessas,
Vivendo sempre com idéias travessas
Para alegremente poder sempre viver.

Louco eu? Sim! Porém, um louco com arte,
Pois até da loucura, a razão faz parte,
Fazendo de toda esta loucura um baluarte.

Pobre da razão, que sozinha é infeliz!
Todos sempre ouvem o que ela diz,
Mas sem a loucura não pode ser feliz!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Fim de Semana



Estive pensando como o fim de semana é tão aguardado por todos, e este é um dos poucos fins que as pessoas comemoram. Mas esta comemoração não é pelo fim, e sim pelo começo. Fica confuso, né? "Comemoramos o começo do fim de semana". Esta comemoração é pelo início de uma pseudo liberdade, pois a maioria se livra de algumas responsabilidades (trabalho, faculdade e etc) e apenas por isto.

As pessoas não são preparadas para o fim e fogem dele sempre! E o maior exemplo disto é a morte.

Sim... a morte também é um fim, mas todos fogem dela e muitos temem até pronunciar seu nome temendo sua aproximação, esquecendo que convivemos com ela a cada dia, ou se pensar mais profundamente, morremos cada dia um pouco, pois a vida possui sua finitude.


Pode parecer estranho eu falar disto neste blog, afinal, estou prestes a presenciar o nascimento de uma vida e é estranho pensar que mesmo esta vida está acompanhada da tão temida morte.

Isto não quer dizer que este é meu desejo para qualquer pessoa, muito menos para as pessoas que amo e pra mim mesmo. A morte nos acompanha tirando-nos um pedacinho a cada dia, porém temos milhões de pedaços, e prefiro que ela continue assim lentamente pegando estes pedaços, até cansar-se e levar-me por completo depois de muitas e muitas décadas.

Tudo isto talvez traga repulsa dos leitores, mas meu objetivo é apenas mudar um pouco a percepção de nosso dia-a-dia sem cair no clichê de "viver como se fosse o último dia", até porque eu sempre preferi o termo "viver como se fosse o primeiro minuto". E é assim que sigo, quando vejo algo que me agrada os olhos, vejo como se fosse a primeira cor que deslumbro, quando escuto uma música, imagino que são as primeiras notas que percebo, quando estou junto com meu amor, sinto como se fosse o primeiro toque, o primeiro beijo...

Já experimentaram esta sensação? O primeiro é sempre maravilhoso, divino, inigualável... Se deixarmos cair tudo na rotina, tudo perde o encanto, a beleza e a descoberta.
Por conta disto tudo, o fim também deve ser valorizado e entendido, porém, sem nostalgia. Se entendermos que há um início e há um fim, saberemos que aquele primeiro beijo não existirá mais, e por conta disto você pode achar que minha "teoria" foi "quebrada" e eu lhe direi o contrário.

Você pode aproveitar o primeiro beijo daquele minuto, o primeiro suspiro de um milésimo de segundo, que nunca mais se repetirá é verdade, mas que traz sua delícia do novo e nos motiva à buscar outro e mais outro igual e melhor que aquele.

E só quando as pessoas entenderem o fim, poderão compreender o presente em sua essência e poderão dançar na corda bamba, de seda colorida na beira de um abismo (Como diria Edson Marques), sem temer este fim e libertando-se de uma existência medíocre.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O Cravo e a Rosa


Este foi o segundo soneto que escrevi. Engraçado como as inspirações chegam de onde menos esperamos e neste caso, foi apenas por ler a tradicional letra de "O Cravo Brigou com a Rosa", em um teste para avaliar a psicogênese da escrita de uma criança. Fiquei imaginando qual foi o motivo pelo qual a Rosa brigou com o Cravo, e o resultado deste devaneio vocês podem conferir abaixo.
Considero uma grande diferença nos meu primeiros sonetos para os mais atuais e não sei até que ponto pode ser percebido por vocês. Quem sabe quando eu possuir uma obra bastante extensa estas diferenças ficarão mais explícitas. Mas por enquanto, vocês podem conferir AQUI, basta clicar em buscar sonetos e digitar "Jeferson Ulisses".

O Cravo e a Rosa

Porque com a Rosa, brigou o Cravo?
Algo assim, alguém já se perguntou?
Talvez de seu amor o Cravo se cansou
Ou a Rosa fez dele apenas seu escravo?

Foi de remorso que o Cravo adoeceu?
E até despedaçada, a Rosa lhe visitou
Mesmo depois que o Cravo a magoou.
Mas alguém sabe bem o que aconteceu?

E aquele desmaio foi no mínimo curioso!
Eu acho que foi muito bem ensaiado
Assim, o Cravo não pareceu orgulhoso.

Mas eu não perco minhas esperanças
Mesmo sendo louco e descontrolado
Ainda entenderei este mundo das crianças.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Mundo Moderno


Interessante o que este mundo moderno é capaz, esta imagem acima é do Sitemeter, um contador de acessos que nos blogueiros utilizamos para medir a "audiencia" do blog.
Fiquei feliz em saber que pessoas visualizaram meu blog no Canadá, EUA e Alemanha. Uma visita dos EUA teria um desconto, pois imagino que foi para verificar o conteúdo do Blog após um cadastro que fiz em um site (que já não me lembro mais sobre o que era), mas fora isto, meu trabalho de divulgação não é dos melhores e mesmo assim o blog foi visualizado em outros países e em outros estados, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, onde eu não tenho contato com ninguém (ou seja, não são os amigos que frequentam meu blog). Além disto, observei também que fui achado no Google e achei muito legal alguém procurar por "textos incomuns" e me localizar, espero que estes visitantes tenham gostado do blog e voltem sempre que quizer!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Contagem Regressiva


Em menos de quinze dias deixarei o posto de filho (ou pelo menos como posto "principal" rs) e assumeirei o papel de pai.
Este é um momento talvez de rever alguns valores, perceber o que quero fazer igual o que meu pai fez por mim e o que pretendo fazer diferente.
Sei que todos os pais (ou pelo menos a maioria), até mesmo os mais comprometidos psicologicamente, querem o melhor para seus filhos. Só que todos sabemos que não é tão simples assim... Nem sempre o que consideramos melhor é realmente melhor, muitas vezes a realidade é misturada com nossa fantasia e na tentativa de fazer o bem, acabamos por prejudicar.
Meus colegas de profissão carregam um peso a mais neste momento, afinal, já imaginou um filho de psicólogo neurótico?
Apesar de absolutamente possível e aceitável, imagina explicar para os familiares que seu filho também pode ser "bagunceiro" ou "malcriado", mesmo sendo filho de psicólogo. Fico pensando "Coitado do meu filho", vai ter que carregar este fardo comigo, por que da mesma forma que vou ser cobrado, ele também vai, além de na escola perguntarem se é verdade que o pai dele cuida de loucos.
O senso comum geralmente é muito cruel. Médicos não podem ficar doentes, psicólogos não podem ter problemas e professores não podem ter dúvidas... E isto é até fácil de entender, o difícil é ter tudo isto bem resolvido internamente (pelo menos esta parte eu tenho), e ter bastante jogo de cintura para lhe dar com situações como esta.
ams enquanto tudo isto não acontece... resta-me apenas aguardar

BlogBlogs.Com.Br

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Feliz dia das Bruxas


As bruxas que estão sempre rondando por aí (ou melhor, por aqui) merecem um dia para comemorar sua (in)existência.
Mas se Policarpo Quaresma estivesse entre nós neste momento, não iria querer comemorar esta data, afinal, é uma data Norte-Americana!
Então vamos comemorar o dia do Saci (pelo menos no estado de São Paulo é oficial)... o Saci é um cara mais legal do que as bruxas, nunca foi perseguido pela igreja (pelo menos nunca ouvi falar de nenhum perneta sendo quimado vivo), gosta de uma boa piada e brincadeiras.
E eu... bom, eu não vou comemorar data alguma, até porque não conheço nenhuma bruxa, nem Saci...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Conhecimento


Ainda não consegui encontrar a resposta para o post anterior, e talvez eu nunca encontre.
E se me perguntar "por que não encontrará?", eu lhe respondo que poderia me perder em meus conhecimentos na busca desta resposta. A diferença é que quanto mais eu me perco, mais eu me acho em outras direções e descubro um universo cheio de inspirações...

O conhecimento humano é como um funil, só que virado de cabeça para baixo (como na figura).
Imagine o homem dentro deste funil... ao nascer ficamos na parte superior, e temos um espaço limitado para percorrer. Porém, a medida que vamos crescendo (e, principalmente, desenvolvendo o conhecimento) vamos descendo e descobrindo que o universo da sabedoria é muito maior, e podemos ter perspectivas inimagináveis! E quando chegar à borda do funil, verá que ainda há muito o que percorrer, e por isto talvez, sentir-se como um ignorante, diante de tanto conhecimento que ainda pode adquirir...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Vocês Sabem?


Não sei se há um saber que explique toda a sabedoria do universo. Que eu saiba, não há saber que saiba se pronunciar de um modo que todos possam possuir esta sabedoria.
E os sábios que outrora não sabiam de nada, perdem-se em milhares de saberes e na verdade não sabem explicar de onde veio esta sabedoria, nem quanta sabedoria ainda possam saber.
Agora, sem saber de nada, eu me pergunto:

“Você é sábio o suficiente para saber se há sabedoria que faça o saber chegar a quem não sabe?”


quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Soneto 09

Ainda quero escrever um livro, nem que seja um livreto...
Onde eu possa escrever tudo aquilo que sinto e penso
Descrevendo em todas as linhas este meu amor imenso
Num livro inteiro dedicado a você, e não apenas um soneto.

Neste livro, será você meu texto e pretexto para escrever
Sendo a imperatriz soberana em todas as minhas inspirações
E única responsável por minhas mais puras e belas emoções
Preenchendo meus versos com todo amor que se possa descrever.

Representarei minhas palavras em forma de paixão e carinho,
Esculpindo meus versos de amor com a perícia de um artesão
E sentindo sua presença em cada letra, nunca ficarei sozinho.

E junto com o fruto do nosso amor, irei ver o livro nascer
Como resultado de nosso eterno amor e ardente tesão,
Deslumbrando sua beleza e vendo nosso amor crescer.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Navalha



...hoje estou bem melhor. Não precisarei mais mudar o nome do blog recém-criado, e a crise existencial foi elaborada!!!!

Claro, pois o blog é de uma pessoa INcomum, que possui um pé na normalidade o que me permite também ter minhas crises.

Isto me lembra uma história que um professor contou-me no colégio.


O mundo é dividido em dois grandes grupos: os ditos "loucos" e os ditos "normais". Para separar estes dois grupos, há uma grande navalha. Acontece que existem pessoas INcomuns (como eu e você), que vivem equilibrando-se nesta navalha. O problema é que como uma boa navalha, ela é afiada, e corta os pés, fazendo com que estas pessoas INcomuns não consigam ficar lá por muito tempo, e é aí que ocorre o grande diferencial destas pessoas INcomuns, ao contrário dos outros que ficam aprisionados em seu mundo "louco" ou "normal", as pessoas INcomuns, quando sentem que estão se cortando podem descer para o lado dos loucos ou dos normais e voltar ao topo da navalha e assim vivem transitando entre um lado e o outro...


Acho que ontem eu desci para o lado dos normais
Abraços

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Segunda-Feira

Pois é... segunda-feira é um dia complicado. Confesso que geralmente a segunda é um dia motivador! O início dos dias úteis, uma nova perspectiva um novo começo, e em geral, a quarta-feira me entedia, talvez por meu perfil excêntrico, os meios termos não combinam muito comigo.
Mas hoje é um dia atípico...

Será que preciso rever meus conceitos sobre reinício?

Ou talvez eu apenas esteja entre as pessoas comuns que possuem dias entediados...

Isto seria uma crise existencial do meu blog?






sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Show



Bom, este cara "forte" aí sou eu... isto é o fim de um show realizado em uma festa de dia das crianças em 12/10/2007. Há no YouTube alguns vídeos deste show.
Foi o sexto ano consecutivo que tocamos em uma festa de dia das crianças... a Xuxa que nos aguarde, somos quase os "Reis dos Baixinhos" rs


Um forte abraço,

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Soneto

Bom... já que eu iniciei o blog com o tema de nascimento e consequentemente do meu filho, vou postar aqui também meu soneto mais recente. Como está em meu perfil, sou um aspirante a poeta.
Há outros trabalhos meus AQUI, basta clicar em "Busca Soneto" na direita da tela e digitar "Jeferson Ulisses"


Ao Meu Filho

As coisas serão diferentes no dia em que você nascer!
O sol e as estrelas brilharão mais fortes neste dia
Anjos e Deuses descerão do céu em sagrada cantoria
E em festa solene, saúde e felicidade irão lhe oferecer.

Não haverá escuridão que resistirá ao brilho do seu olhar,
Toda a tristeza fenecerá à pureza de seu sorriso eminente,
Não haverá quem não se cale para ouvir seu choro inocente
E para não perder nenhum movimento seu, a terra irá parar.

De pensar que em breve estará sendo embalado em meus braços
O meu peito se infla para acomodar meu coração imenso de amor,
Que a cada segundo bate em disparada, imaginando seus traços.

E aguardando sua chegada, encaro a vida com extremo humor
Esperando com esta alegria, entregar-me aos seus abraços
Garantindo nossa felicidade, e deixando a vida sem nenhum temor.

Amanhã publico meu outro hobby, a "música".

Abraços

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Nascimento



O nascimento é uma coisa única, divina e inigualável!

Neste momento, o nascimento com certeza tem um significado diferente para mim, afinal, meu filho está prestes à nascer.

Do meu ponto de vista, o nascimento é uma coisa única, que abre espaço para novas descobertas a cada minuto. Porém, hoje, além disto, representa a continuação de meu ser, representa uma parte de mim que formou um outro ser.

Este ser nascerá tão desprotegido, porém, com um grande potencial para se tornar um vencedor e fará com que eu encha o peito e diga: "MEU FILHO"


Mas enquanto este dia não chega, hoje acontece um novo nascimento, um nascimento diferente! Hoje 17/10 nasce meu blog e como todo nascimento, não sei o que será dele daqui a alguns anos (apesar de ter os melhores desejos para o futuro dele). E espero que com esta minha criação eu possa me divertir e quem sabe até aprender muita coisa também.


Um grande abraço

 
Add to Technorati Favorites